Inter corre risco: Vasco pode pagar venda de David só em 2030

blogdosport

26/03/2026

Inter corre risco: Vasco pode pagar venda de David só em 2030

Porto Alegre/RS – O Internacional finalmente teve acesso ao cronograma de recebimento dos 2 milhões de euros (cerca de R$ 12 milhões) que o Vasco deve pela compra definitiva do atacante David. Pelo plano homologado na recuperação judicial cruz-maltina, o pagamento pode começar apenas em 2026 e se alongar até 2030, empurrando a entrada de caixa para o fim da década.

  • Em resumo: Recuperação judicial concede ao Vasco até 10 anos para liquidar débitos, inserindo o Inter em fila de credores com valor médio de R$ 2,4 mi por ano.

Por que o pagamento foi congelado?

David cumpriu metas de jogos em 2024 e obrigou o Vasco a exercer a compra do contrato de empréstimo. O valor original era de 2,6 milhões de euros, mas caiu para 2 milhões após renegociação. A aprovação da recuperação judicial, contudo, permitiu ao clube carioca escalonar todos os compromissos financeiros, conforme prevê a Lei 11.101/05.

Segundo documento protocolado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o passivo vascaíno ultrapassa R$ 700 milhões. Dívidas trabalhistas têm prioridade, enquanto transferências internacionais, como a de David, ficaram em nível intermediário. Além disso, o Inter só poderá acionar a FIFA – entidade que já puniu o Colorado com transfer ban em 2023 – se o acordo for descumprido após o período estipulado. Saiba mais sobre o sistema de transferências da FIFA.

O plano prevê carência de 24 meses e quitação em parcelas semestrais até 2030; se o fluxo for mantido, cada parcela para o Inter girará em torno de R$ 2 milhões.

Impacto no caixa do Inter e precedentes no futebol

Sem a entrada imediata dos recursos, o Inter perde fôlego para investir em reforços e na amortização de outras dívidas. O atraso é significativo: o clube projetava receber a primeira parcela ainda em 2024 para equilibrar o orçamento.

Casos semelhantes já ocorreram no país. Em 2020, o Cruzeiro entrou em recuperação extrajudicial e retardou repasses de vendas de atletas, afetando credores como Flamengo e Palmeiras. Analistas financeiros alertam: qualquer valor parcelado a longo prazo sofre risco de inadimplência ou desvalorização cambial.

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Crédito da imagem: Divulgação